maio 16, 2022

Rock Blues Brasil

Aqui você fica sabendo de tudo que acontece no cenário independente mundial!

Rock Blues Brasil entrevistou a banda australiana Escape Ring

Vindo de Melbourne, Austrália, Escape Ring escreve canções que parecem uma continuação do rock clássico, mas com a sonoridade de hoje. Em dezembro foi lançado o single “Winning the War” escrito pelo Darren Moss.

RBB: O que é um “Escape Ring”?

ER: Escape Ring é um projeto que tem tudo a ver com o som de uma banda de rock com harmonias exuberantes e melodias divertidas no topo. É como as músicas do Fleetwood Mac colocadas em um modelo sônico 2021. É sobre como escapar das pressões do dia a dia ou do feed de notícias de hoje – e apenas escapando por um tempo. Eu imaginei um anel do tipo Lanterna Verde que te dá o poder para você escapar instantaneamente do tédio da vida cotidiana e se divertir. Como quando você coloca um disco do Haim ou do Beach Boys – é uma fuga rápida da vida.

RBB: Do que se trata o single “Winning the War”?

ER: Uma das coisas que eu luto na minha vida – e é cada vez menos, conforme eu vou trabalhando nisso – é apenas a luta contra minha própria mente. Como se convencer de que você pode fazer algo e depois no dia seguinte recomeçar da estaca zero e tendo que fazer de novo. É uma exaustão mental e perda de tempo. Como o Dia da Marmota. É disso que trata essa música. Eu me sinto como se eu estou ganhando a guerra. Hoje. Hoje sendo o ponto-chave, meio que implica hoje, mas talvez amanhã não. Eu escrevi a música para me lembrar, e isso realmente ajudou. Eu queria escreva algo que qualquer pessoa possa colocar e usar para se animar. Até agora pessoas eu tenho tocado realmente tem respondido.

RBB: E sobre o aspecto musical?

ER: Com a música que adoro quando você mistura rock com harmonias exuberantes. É isso que estamos buscando aqui. Não estou comparando o Escape Ring a essas bandas nem de longe, mas é isso que adoro quando ouço os Beatles, os Beach Boys, o REM – aquele choque entre a textura do rock e a doçura das harmonias. E esse é um sentimento edificante que eu acho que apoia a mensagem de “Winning the War”. É isso que buscamos de qualquer forma.

RBB: Como foi a produção do single?

ER: Outra coisa que me entusiasma é que a música também foi mixada por dois dos meus mixers favoritos ambos trabalhando em LA. Primeiros demos a TJ Routon, um cara legal que trabalhou com Taylor Swift e Niki Minaj. Essa mixagem foi então construída com uma nova mixagem de Ariel Chobaz. Ariel trabalhou com Drake e Rhianna – mas eu amo o Superbass de Nicki Minaj (que acabou de ser nomeada nas 500 maiores canções de todos os tempos da Rolling Stone) e Ariel Chobaz mixou isso, então eu enviei as mixagens a ele para adicionar sua magia e ele construiu a mistura. Eu amo o que ele fez com isso. Ele é um talento imenso. Também queríamos que essa música fosse como o rock clássico – mas queria que soasse sonoramente como uma canção antiga que tinha acabado de ser remasterizada para que ainda tivesse aquela clareza e ponche e se relacionasse com as pessoas com sonoridade atual.