maio 16, 2022

Rock Blues Brasil

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Rock Blues Brasil entrevista a Banda da Hora

“Não Vou Parar" é o segundo single do EP que a Banda da Hora vem lançando com cantores convidados. Depois de “Mudar de Galáxia" com Ciro Acioli, agora é Helô Tenório que interpreta a canção do compositor e líder da banda, Daniel da Hora.

Os dois protagonizam um dueto em que Helô encanta com muito charme e segurança a difícil melodia criada por Daniel, criando um ambiente propício para o compositor rimar seus versos de rap. A letra transmite uma mensagem de empoderamento e resiliência, sobre cair e se levantar, persistir com convicção. Daniel compôs a canção já pensando em ter uma mulher cantando e ficou muito feliz quando Helô aceitou o convite para participar do projeto.

O Rock Blues Brasil conversou com Daniel da Hora:

RBB: Zeca Baleiro cantava “Canções de Amor se parecem porque não existe outro Amor". A canção “Não vou parar", lançada no início de outubro, é uma música que fala sobre o Amor?

DH: Sim, é um papo de casal, então o tema central é o amor entre eles. O papo é entremeado pela ideia do autorrespeito e da autoestima, importante para a harmonia de qualquer relação com a pessoa amada e com nós mesmos. Isto significa dar valor às suas coisas, aos seus amores, aos seus objetivos. Aprender a cair e levantar, tirar lições dos erros, perseverar na busca de suas metas pessoais. No caso específico da canção, o objetivo é a retomada de um amor que se perdeu, mas a alegoria serve para qualquer tema. Em resumo, é uma canção sobre empoderamento pessoal.

RBB: A participação de Helô nos vocais traz charme e leveza para a canção. No processo de composição vocês já pensavam em tê-la como intérprete?

DH: Embora a construção da letra não indique o gênero do eu lírico, a canção foi pensada para ser interpretada por uma mulher, dada a importância do tema do empoderamento feminino nos dias de hoje, seria uma contribuição nossa para um assunto tão importante.  Ainda que a composição não tenha sido especialmente pensada para a Helô, o nome dela surgiu naturalmente, por conta não só do seu enorme talento que já conhecíamos, mas também da ótima relação que tivemos durante o projeto da bem-sucedida parceria na canção “E Se", que lançamos no fim de 2020.

RBB: A música traz a combinação de elementos acústicos e eletrônicos. Com foi produzir essa canção?

DH: Sim, usamos instrumentos com sonoridade eletrônica somados a instrumentos acústicos. No entanto os eletrônicos não foram programados em um sequenciador, mas sim foram executados “ao vivo no estúdio" preservando o fator humano da interpretação. A ideia foi mesclar a atmosfera dos anos 80/90 com a naturalidade de hoje. Por exemplo, a linha de baixo foi tocada no teclado, do início ao fim em um “take". O principal instrumento acústico usado foi o trompete, que trouxe um sabor sensacional que remete ao som do Tim Maia, principalmente no refrão final.

A produção musical de André Vasconcelos e Fabrício Matos criou um ambiente perfeito, investindo no estilo “trap", com muito swing e uma sonoridade combinando elementos eletrônicos e acústicos, com destaque para o inspirado trompete de Rafael Nascimento.

O lançamento do single nas plataformas digitais foi no dia 01/10, simultaneamente ao lançamento do videoclipe no YouTube. O vídeo, dirigido por Fábio Gavião, se passa em um estúdio de gravação com os dois intérpretes interagindo em um clima feérico com iluminação remetendo a um ambiente de festa em casa noturna.

A Banda da Hora é um artista do selo Algorock, com distribuição da The Orchard.

Foto: Rafael Ribeiro